“Foi na Natureza, uma das suas principais inspirações, que o arquitecto Javier Senosiain se baseou para desenvolver este projeto. A casa Nautilus tem o formato de uma concha em espiral, pois o objectivo era que os seus moradores pensassem estar “a viver dentro de um caracol”. Considerada um dos grandes exemplos da arquitetura orgânica, este espaço singular transformou cada divisão num ambiente quase mágico.

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

Na Cidade do México, entre vários edifícios mas rodeada de um enorme espaço verde e com uma privilegiada vista para as montanhas, foi construída a casa Nautilus. Este projeto da autoria de Javier Senosiain não deixa ninguém indiferente devido ao seu curioso design.

O arquiteto, que frequentemente se inspira na Natureza para os seus trabalhos, desenvolveu a planta desta casa a partir da imagem de um caracol. A Nautilus, apresenta, pois, o formato de uma concha em espiral, tanto no exterior como no interior. Toda a moradia foi também projetada segundo as ideias de Frank Lloyd Wright e Antonio Gaudi. Javier baseou-se nos princípios da arquitectura orgânica, presentes na obra de ambos. Daí a sua atenção às necessidades de quem habita a casa, ao espaço em redor e à influência que a própria arquitetura tem nos habitantes.

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

Tal como outra casa, a Nautilus possui todas as divisões normais: quarto, sala de estar, sala de jantar, cozinha e casa-de-banho. A diferença é que não existem separações internas entre cada uma e os pisos são ligados por uma escada em espiral. Exatamente quando se entra, temos a escada à nossa frente. E já dentro, para além da percepção do espaço interior, vemos que o exterior continua presente: as plantas ocupam o largo corredor e o reflexo dos vitrais da fachada principal ilumina-o. Este jogo de formas, cores e luzes é igualmente inspirados nos detalhes de Gaudi.

Em casa, nada é paralelo. Nem as paredes, nem mesmo o chão. O arquiteto refere que viver aqui é uma experiência a três dimensões, num ambiente tranquilo e fluido, dominado pelas formas curvas e algumas surpresas. Por exemplo, a sala de estar emerge desde o interior do jardim e a mesa da sala de jantar é puxada da própria parede.

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

Como se os moradores estivessem numa viagem, basta pisar as escadas para prosseguir caminho. No piso seguinte, vamos encontrar a sala de estar e uma sala de estudo, com vista para as montanhas. Na parte traseira e mais reservada da Nautilus estão os quartos, a casa-de- banho, os closets e a cozinha. “O meu objectivo era que pensassem estar a viver como um caracol, andando de divisão em divisão…”.

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

Construída com materiais em cimento e aço, a forte estrutura da casa dispensa grandes manutenções e oferece uma boa resistência a tremores de terra. O seu sistema de ventilação permite ainda que a temperatura ambiente se adeque às estações do ano. Quando se abre a porta e o ar entra, fica mais frio ou mais quente conforme seja Verão ou Inverno. Javier não podia ter ficado mais satisfeito com o resultado final: “Quando vi, fiquei muito surpreendido por ser o que tinha idealizado”. Esta casa, quase retirada de um conto de fantasia, é habitada por um casal e dois filhos.”

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

arquitetura, caracol, javier, mexico, organica, senosiain

Fonte: Reportagem retirada do site Obvious em 10 de  setembro de 2011:

http://obviousmag.org/archives/2011/08/nautilus_shell_house_uma_casa_de_fantasia.html#ixzz1XZblkipv

Edifício na Dinamarca tem cobertura verde em aclive que permite pedalar do térreo ao último pavimento.

 

O 8 House está construído à beira do canal de Copenhague, na Dinamarca
 
 
Construído à beira do canal de Copenhague, na Dinamarca, o 8 House é um condomínio multiuso projetado pelo celebrado escritório de arquitetura dinamarquês BIG. Sua volumetria em aclive permite que moradores e transeuntes circulem desde o nível térreo até a cobertura, de bicicleta ou a pé, por imensas rampas ajardinadas e ruas internas que acompanham os terraços dos apartamentos.

O subúrbio de Ørestad, no extremo sul de de Copenhague, é a principal vitrine dos projetos residenciais do estúdio BIG. É naquela região plana, delineada por vegetação rasteira e canais navegáveis, que foram construídos os principais edifícios projetados pelo escritório liderado por Bjarke Ingels, arquiteto de 38 anos que recebeu o European Prize for Architecture em 2010, e é considerado um dos principais representantes da nova geração de arquitetos europeus.

Entre estas construções está o 8 House, maior empreendimento imobiliário da história da Dinamarca, cuja construção iniciada em 2006, foi concluída em setembro de 2010. O edifício caracteriza-se por uma sobreposição de usos e tipologias que estimula o convívio e não segue o padrão arquitetônico de um típico condomínio vertical.

O condomínio está no subúrbio de Ørestad, região
de vegetação rasteira e canais navegáveis.
 
O pátio leste, voltado para o canal, é exclusivamente residencial
 
“Em vez de um objeto arquitetônico comum, o 8 House é um bairro tridimensional, uma comunidade de casas geminadas que se estende ao longo de um imenso bloco retorcido, desde o nível da rua até o topo”, explica Ingels.Visto do topo, o edifício tem o formato de um oito – daí o nome do projeto. Graças a este desenho, que também se assemelha ao de uma gravata borboleta, criam-se dois pátios internos distintos: um deles, voltado a oeste, com caráter privativo, e outro voltado ao leste, conectado ao canal. No centro do perímetro estão as áreas de uso comum como a portaria e a lavanderia, e, no nível térreo, um corredor de nove metros de comprimento que interliga os dois jardins.
 
O 8 House recebe esse nome por causa de sua forma.
 
Ao redor dos pátios, distribuem-se os 61 mil metros quadrados de área construída do complexo. Para otimizar a circulação dentro desse bloco, os arquitetos separaram os usos horizontalmente, de modo que os escritórios ocupam a torre norte e as lojasdistribuem-se pelo nível térreo, tanto para as calçadas externas quanto para o pátio oeste.Os andares superiores são exclusivamente residenciais, com unidades habitacionais que variam de 65 a 144 metros quadrados e contam com layouts planejados para três diferentes fases da vida: jovens solteiros, casais com filhos ou idosos.”A combinação de usos permite que atividades individuais aconteçam nos locais mais adequados para cada uma delas – o comércio voltado para a rua, os escritórios voltados para a suave luz do norte, e os apartamentos banhados pelo sol abundante das demais fachadas, de onde descortinam-se vistas espetaculares para o entorno”, explica Ingels.                                           

Os apartamentos têm localização que se privilegia
 da luz natural e das vistas para o entorno.
 

Mas o que melhor distingue o 8 House de outros condomínios multiuso são seus dois telhados verdes e inclinados com área total de 1,7 mil metros quadrados. Estrategicamente posicionados para reduzir o efeito de ilha de calor e definir a identidade visual do projeto, eles tem inclinação suficiente para que os moradores possam caminharsobre eles.

Dessa forma, os arquitetos projetaram ao lado de toda sua extensão um caminho público que se conecta aos corredores que acompanham os terraços dos apartamentos. A solução oferece a possibilidade de andar de bicicleta ou a por todo o perímetro do condomínio, desde o nível da rua até o 11° e último andar, criando em cada andar um ambiente próprio de vizinhança, com calçadas, jardins e portões.

“Apostamos em uma arquitetura criativa e experimental, que procura surpreender e convidar os usuários para um estilo de vida baseado em um senso de comunidade. Instalamos os espaços de convívio no topo do edifício de modo que os jardins, as árvores e a circulação induzem os usuários a seguir até o telhado verde. No último pavimento, onze andares acima, esses espaços compartilhados culminam em um terraço ajardinado de onde se pode apreciar a vista da incrível natureza que caracteriza o entorno”, conclui o arquiteto.

O 8 House caracteriza-se pela sobreposição de usos e tipologias distintas.

 

Para explicar o processo criativo que deu origem ao 8 House, o arquiteto Bjarke Ingels criou uma história em quadrinhos.

Processo criativo

 
 
A torre norte é dedicada a escritórios.
 
 
Dois telhados verdes e inclinados reduzem o efeito de ilha de calor e definem a identidade visual do condomínio.
 
 
 
As coberturas têm inclinação suficiente para que os
 moradores possam caminhar sobre elas.
 
 
Um corredor de nove metros conecta os
dois pátios internos.
 
 
Ao lado dos tetos verdes, um caminho público se conecta
 aos corredores que acompanham os terraços dos apartamentos.
 
 
Corredores também conectam os pátios
internos ao exterior
 
 
Os moradores podem andar de bicicleta por todo o perímetro
do condomínio, desde o nível da rua até o 11° e último andar.
 
 
Nas áreas comuns, não há distinção entre espaço
público e privado
 
 
O caminho público da cobertura se conecta aos corredores que acompanham os terraços dos apartamentos.
 
 
As residências foram planejadas para três perfis distintos:
jovens solteiros, casais com filhos e idosos.
 
 
Os imóveis recebem ventilação e iluminação natural.
 
 
Todos os apartamentos contam com terraços.
 
 
Texto de Fabio de Paula
Publicada originalmente no ARCOWEB
Dezembro de 2010

Ficha Técnica

Projeto: 8 House
Cliente: St. Frederikslund Holding
Arquitetura: BIG – Bjarke Ingels Group
Colaboração: Hopfner Partners, Moe & Brodsgaard, Klar
Tamanho: 61 mil metros quadrados, 476 apartamentos
Custo: 92 milhões de euros
Local: Copenhague, Dinamarca
Ano: 2010
Arquitetos: Bjarke Ingels, Thomas Christoffersen
Chefe de Proieto: Ole Elkjaer-Larsen, Henrick Poulsen
Gerente de Projeto: Finn Norkjaer, Henrik Lund
Equipe: Dennis Rasmussen, Rune Hansen, Agustin Perez Torres, Annette Jensen, Carolien Schippers, Caroline Vogelius Wiener, Claus Tversted, David Duffus, Hans Larsen, Jan Magasanik, Anders Nissen, Christian Alvarez Gomez, Hjalti Gestsson, Johan Cool, James Duggan Schrader, Jakob Lange, Kirstine Ragnhild, Jakob Monefeldt, Jeppe Marling Kiib, Joost Van Nes, Kasia Brzusnian, Kasper Broendum Larsen, Louise Heboell, Maria Sole Bravo, Ole Nannberg, Pablo Labra, Pernille Uglvig Jessen, Peter Rieff, Peter Voigt Albertsen, Peter Larsson, Rasmus Kragh Bjerregaard, Richard Howis, Soeren Lambertsen, Eduardo Perez, Ondrej Tichy, Sara Sosio, Karsten Hammer Hansen, Christer Nesvik, Soeren Peter Kristensen, Lacin Karaoz, Marcello Cova, Luis Felipe González Delgado, Janghee Yoo, SunMing Lee
Fotos: Ty Stange,  Jens Lindhe, Ulrik Reeh, Jan Magasaik e Dragor Luft

Fonte – Retirada do site ARCOWEB em 24 de julho de 2011:

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/big-bjarke-ingels-group-8-house-22-12-2010.html

8-House

Publicado: 24 de julho de 2011 em Arquitetura e Urbanismo, Videos

8 House – Dinamarca

Publicado: 24 de julho de 2011 em Arquitetura e Urbanismo

8 House é um prédio multiuso de habitações e área comercial localizado em Copenhagen, na Dinamarca. Um projeto que apesar de apresentar simpels funções foi ousado em sua concepção e mostra um conceito arquitetônico totalmente diferenciado para este tipo de habitação.

Projeto do grupo de arquitetos BIG – Bjarke Ingels Group teve como objetivo ser um local para moradia de pessoas de todas as idades e todos os tipo de famílias. Na parte inferior foram localizadas as lojas e área comercial, tendo assim fácil acesso para a rua. Nos andares seguintes foram distribuídos os apartamentos, desta forma permitindo melhor ventilação e qualidade do ar para os moradores.

Um projeto instigante pela sua forma e que vale a pena conferir todo o seu processo de concepção no site do BIG.

“Os apartamentos são colocados no topo, enquanto o programa comercial acontece na base do edifício. Como resultado, as diferentes camadas horizontais atingem uma qualidade própria: os apartamentos se beneficiam de vista, luz solar e ar fresco, enquanto as lojas se fundem com a vida na rua.”

Fotos de Dragor Luft, Jens Lindhe, Ty Stange

Fonte – Retirada em 24 de julho de 2011 do site:

http://abduzeedo.com.br/incrivel-habitacao-8-house-na-dinamarca-por-big-architects

4º Lugar

AutorJorge Mario Jauregui
Coautores: Jorge Silvetti e Rodolfo Machado
Colaboradores: Leandro Balbio, Fernando Newlands, David Serrão, Gabriel Leandro Jauregui, Maria Negrão, Carlos Clare, Jefrey Burchard e Noel Murphy
Consultores: Ricardo Inchausti, Eduardo de Carolis, Antonio Monteiro, Fabio Amaral, Sebastián Miguel, Wolfgang Aichinger e Paulo Magalhães

O projeto responde à rica história cívica da zona portuária, estabelecendo conectividades através do realinhamento das vias e da reconfiguração do espaço público, visando um legado de alta qualidade urbanística, paisagística, arquitetônica e ambiental. O Canal do Mangue é, ao mesmo tempo, ponto central de interesse cívico do lugar, bem como um obstáculo para o funcionamento coeso da zona portuária.

A proposta tem como referência o Master Plan do Porto Maravilha, criando uma nova avenida/eixo cuja geometria é realçada através dos edifícios propostos. As diretrizes de zoneamento baseadas no conceito de eco-eficiência localizam os edifícios altos distantes do canal no terreno oeste, a fim de conseguir uma boa área de céu aberto. Esta estratégia permite a configuração em altura do hotel 5 estrelas, bem como o complexo do centro de convenções e exposições, atuando como landmark e peça central da área. Sobre o canal é erguida uma esbelta passarela de forma a facilitar a passagem de pedestres. Ela emerge a partir de um espaço de acesso público do hotel/complexo de convenções, conectando-o à avenida do Porto Olímpico proposta no terreno leste, conseguindo assim uma ligação coerente formal e funcional em ambos os lados do canal. Comércio, jardins e espaços verdes margeiam esta avenida juntamente com os hotéis e edifícios de habitação.

Tipos de residências: corpos horizontais com unidades de três e quatro quartos ao longo das ruas, com acesso direto para os pátios e parques e unidades de um e dois quartos distribuídas uniformemente em elegantes torres. Todos estes apartamentos são configurados de forma a conseguir acesso universal independente para todos os quartos durante a Olimpíada, permitindo posteriormente uma fácil reconversão em unidades familiares. Além disso, o padrão de composição dos edifícios residenciais é baseado num sistema paramétrico modular, incorporando facilidades horizontais e verticais que permitem adaptações no tipo de apartamentos a construir segundo as exigências de mercado.

O piso térreo de ambos os terrenos (leste/oeste) incorpora uma forte presença de vegetação nativa, bem como as coberturas e terraços-jardim de uso comum, estendendo-se aos terraços privados. A vegetação exuberante criará sombreamento ao longo das ruas assegurando uma agradável experiência de vida urbana na cidade com diversos tipos de usos e comércios, completada pelo sombreamento oferecido pelos detalhes da arquitetura (brises e cobogós) garantindo o conforto térmico no interior dos edifícios. Diferentes níveis de porosidades no piso térreo criam mecanismos naturais de controle de privacidade nos pilotis e espaços de uso coletivo, em relação com as áreas de comércio e espaços verdes ao longo das calçadas, sem que seja necessário nenhum tipo de barreira. Um sistema de ciclovias conectará o novo setor com os bairros do entorno e com o porto.

Fonte – Retirada do site Concursosde Projeto.Org em 24 de julho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2011/07/03/porto-olimpico-rj-04/


 

 

3º Lugar

Autor: Francisco Spadoni

Coautor: Tiago de Oliveira Andrade

Colaboradores: Jaime Veja, Mayra Simone dos Santos e Lauresto Couto Esher

Estagiários: Marcos Sartori, Paulo Catto, Natália Lorenzo e Elisa Felca Glória

Consultores: Marcel Mendes

“Espera-se que o legado a ser deixado pelos Jogos Olímpicos de 2016 para a cidade do Rio de Janeiro venha a se constituir numa inexorável vivificação de seus bairros, conduzido pelo impacto de grandes equipamentos e pelo incremento do sistema de infraestruturas  urbanas. Some-se a isso o aumento expressivo na capacidade habitacional instalada, a ampliação qualificada da rede de serviços  públicos, os investimentos do setor privado e, principalmente, o avanço nos índices sociais, para que se sedimente uma ideia durável de urbanidade.

Vale, contudo, aprender a lição da história recente, não apenas de ex-cidades olímpicas, mas também de cidades que se recapacitaram muito rapidamente através de grandes equipamentos, cujo maior desafio e,  por vezes fracasso, foi o da incapacidade de mantê-los saudáveis no tempo.

Sob essa premissa, o escritório focou a implementação do extenso programa deste concurso, considerando a força transformadora das intervenções, mas também identificando seus aspectos vulneráveis,  cujo enfrentamento venha resultar em qualidade arquitetônica e ambiental e contribuir para a consolidação urbana futura.

O poder indutor dos equipamentos propostos virá somar às ações   revitalizadoras já em curso para a área e, pela grande escala e qualidade dos temas, habitação e serviços, deverá se tornar motor de uma nova condição territorial e de valorização fundiária. Dos aspectos vulneráveis, ou seja, aqueles que devem resistir à obsolescência, foram priorizadas para as duas áreas, cada qual a seu modo, a qualidade e a racionalidade dos sistemas construtivos, a relação do solo com as águas, o desempenho ambiental das edificações e, finalmente, arquiteturas renovadoras que promovam novos espaços para a cidade.

Nas quadras do setor leste foram concentrados todo o programa habitacional, incluindo-se, além dos edifícios de apartamentos,  o conjunto formado por apart-hotel, hotel quatro estrelas e hotel temporário. Estes equipamentos, embora contíguos, estão locados na extremidade da quadra, com independência das unidades  habitacionais, favorecendo seu uso pós Jogos Olímpicos.

Na quadra do setor oeste foram concentrados os demais equipamentos: centro de exposições, hotel 5 estrelas e centro empresarial. Este conjunto, expressivo pela densidade e pelo desenho, deverá ser o núcleo articulador das principais transformações da área, alicerçado pelo extenso programa habitacional.”

Fonte – Retirada do site Concursosde Projeto.Org em 24 de julho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2011/07/03/porto-olimpico-rj-03/


 

 

2º Lugar

Autor: Roberto C. dos Santos Aflalo Filho
Coautores: Flavio Ferreira, Marcos Favero, Carlos Eduardo Spencer, Miguel Aflalo, José Luiz Lemos e Roberto Aflalo
Colaboradores: Amanda Arcuri, Fabiana Araujo, Daniel Medina, Tereza Jardim, Evangelina Lopes, Reinaldo Nishimura, Ari Miaciro, Mariana Moro, Raquel Rodorigo, Luis Nogueira, Marcella Carone, Monica Rodrigues e Marcelo Nagai
Consultores: Manuel Fiashi, Gabriela Vasconcellos, Geraldo Filizola, Leonardo de Almeida, Ricardo França, Raul José de Almeida, Oscar Morio Tsuchiya, Antonio R. Barbosa de Oliveira, Igor Alvim, Guinter Parschalk e Moacyr Motta

“As moradias e a maioria do comércio estão localizadas no terreno leste. O restante do programa se desenvolve no terreno oeste. Expo, centro de convenções, centro empresarial e hotéis se coadunam com a avenida Francisco Bicalho, e moradia e comércio local ficam em área mais tranquila.

No curto período da Olimpíada, as habitações e outras atividades permanecerão juntas: jornalistas morando no leste e indo trabalhar no oeste. Após os jogos, o terreno oeste se tornará um núcleo de atividades relacionado com toda a metrópole e o terreno leste se tornará um bairro de classe média. Serão áreas com uso e vocações diferentes, cada uma com suas peculiaridades. Assim, não se deve buscar uniformidade na arquitetura e no urbanismo nos dois terrenos mas, ao contrário, diferenças. Cada terreno com sua identidade coerente com seus usos futuros.

O principal espaço livre de cada um dos terrenos é como que atraído pela centralidade de hierarquia superior: o centro administrativo, a nova estação do metrô, a Leopoldina e a própria avenida Francisco Bicalho.

Ciclovias e vias de pedestres ligam as áreas do projeto à centralidade acima mencionada, à Quinta da Boavista e ao Pavilhão de São Cristovão, como também à ciclovia proposta pelo Projeto Porto Maravilha para a avenida Rodrigues Alves. Também foram sugeridas melhorias nos acessos existentes à igreja do topo do Morro do Pinto.

Um eixo visual liga os dois principais espaços livres dos terrenos leste e oeste e que vai até a igreja do Morro do Pinto. Essa relação entre o proposto e uma pré-existência significativa ajuda a reforçar o espírito do lugar. A manutenção de grande parte do galpão existente a leste também ajuda nesse sentido.

Os dois terrenos, pelo eixo visual, são ligados por uma passarela elevada. Durante os jogos, os jornalistas poderão ter um acesso exclusivo à passarela de seus quartos a leste e para seus trabalhos a oeste. Findos os jogos, a passarela poderá ser desmontada, a não ser sobre a Avenida Francisco Bicalho.

Os apartamentos são maiores do que os sugeridos pelo Edital devido à exigência de quartos com 12 m² e banheiro privativo. De todas as alternativas estudadas, deixar os quartos grandes e os banheiros para o legado é a mais econômica e mais recomendável em termos de sustentabilidade.”

Fonte – Retirada do site Concursosde Projeto.Org em 24 de julho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2011/07/03/porto-olimpico-rj-02/