Arquivo de junho, 2011

O escritório de arquitetura A-cero, de Madri, foi o vencedor do concurso para o projeto do Centro de Formação em Energias Renováveis em Múrcia, na Espanha. O concurso foi organizado pela comissão de Educação, Formação e Emprego da Região de Murcia. O projeto, segundo os autores, atendendo as próprias exigências do uso da edificação, é fundamento no compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade.

A proposta cria uma espécie de topografia artificial, cortada por planos inclinados e angulares, que compartimentam a paisagem ‘fabricada’, escavando em seu interior os diversos usos do centro. O resultado é uma espécie de ‘colina’ artificial, que cobre todo o conjunto e que serve como um parque para a cidade, fazendo desaparecer a fronteira entre o edifício e o espaço público, segundo os arquitetos.

Trata-se de uma edificação de 9.000m2 que abrigará atividades acadêmicas como aulas e ateliês, biblioteca, ludoteca, espaços audiovisuais, auditório, área administrativa e uma área de alimentação, além das instalações usuais de serviços e estacionamentos.

Segundo os autores do projeto: “A idéia é implantar o centro como uma operação paisagística, desfazendo os limites entre arquitetura e espaço livre. O plano horizontal do terreno se dobra produzindo uma nova topografia, marcada por fissuras que serão os espaços de acesso ao centro. A geometria resultante busca a orientação norte-sul para o programa interno. Os elementos envolventes (paredes e cobertura) são desenvolvidos de forma triangular e diversificada, adequando-se às orientações e condições de uso. A idéia é que a coberta também funcione como um parque, que será marcado por áreas verdes e que também receberá painéis solares, fotovoltaicos e outros sistemas de energias limpas e eficiência energética.

Fonte – Retirada do site Concursosde Projeto.Org em 26 de junho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2009/11/07/centro-formacao-murcia-a-cero/

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O escritório de arquitetura BIG, da Dinamarca, em colaboração com o escritório de engenharia e estruturas AKT, os consultores Tyréns e a equipe de engenharia climática Transsolar venceram o concurso (por convite) para a Vila Mundial de Esportes Femininos (World Village of Women Sports). Trata-se de um projeto com cerca de 100.000m2 a ser construído na área central de Malmo, na Suécia, planejado para ser um centro de pesquisa, educação e treinamento dedicado ao esporte feminino.

Um dos membros do júri, Mats Jacobson, destacou que o projeto se apresenta como uma cidade dentro da cidade, mais do que um simples complexo de esportes. O fator decisivo para a escolha do projeto foi o enfoque holístico e a articulação com a vizinhança e o meio ambiente, articulando todas as funções do programa, inclusive a habitacional, de forma atrativa.

Concebido como uma “vila”, e não como um simples complexo esportivo, o projeto combina as edificações individuais a uma variedade de usos com espaços abertos e jardins públicos. As coberturas inclinadas e os volumes alternados dos edifícios reduz a escala do complexo em relação ao entorno. As ruas internas, animadas pelas funções públicas do programa, fazem referência aos centros medievais, abrigando todos os aspectos da vida humana – os prazeres da vida cotidiana, o trabalho e a diversão.

 Segundo Bjarke Ingels, arquiteto responsável pelo BIG, “considerando as demandas especiais das mulheres de todas as culturas e idades, procuramos dar uma atenção especial ao projeto, criando um sentimento de intimidade e bem-estar, pouco usuais nos complexos esportivos – de caráter industrial – do esporte masculino, que em geral são como fábricas para o exercício físico, ao invés de templos para o corpo e a mente.”

Segundo os arquitetos, o pátio central é largo o suficiente para acomodar jogos de futebol profissional, assim como concertos, conferências, exibições e feiras. Mas ao invés de ser concebido como uma arena esportiva introspectiva, que se fecha para a cidade, o que se propõe é “um espaço público aberto e convidativo, visível a partir de todas as ruas circundantes, oferecendo de maneira generosa a vida e a dinâmica do interior àqueles qu passam nos arredores. A rede de pedestres criada em torno do pátio central se conecta com a rede de ruas da cidade e com as galerias internas, fazendo do conjunto um ecosistema completo da vida urbana.”

Ficha Técnica

Projeto: BIG

Concurso – Convite – 1º lugar

Arquiteto Responsável: Bjarke Ingels

Coordenação de projetos: Nanna Gyldholm Møller

Equipe: Gabrielle Nadeau, Daniel Sundlin, Jonas Barre, Nicklas Antoni Rasch, Jin Kyung Park, Fan Zhang, Steve Huang, Flavien Menu, Ken Aoki

Cliente: H-Hagen Fastighets AB
Colaboradores: AKT, Tyréns, Transsolar
Área construída: 100,000 m2
Local: Malmø, Suécia

Fonte – Retirada do site ConcursosdeProjeto.Org em 26 e junho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2009/11/07/womensports-malmo-big/

 

O escritório de arquitetura dinamarquês 3XN Architects foi o vencedor do concurso para a transformação de uma estação de trens de carga em um centro cultural em Aarhus, na Dinamarca. O projeto foi desenvolvido com a colaboração dos escritórios Nord Arkitekter, Hans Ulrik Jensen A/S, Exner Studio e Soren Jensen Engineers.

A idéia é criar um novo espaço cultural dedicado à cenografia, artes visuais e literatura, no núcleo histórico da segunda maior cidade da Dinamarca: Aarhus. O novo espaço é proposto não apenas como centro de exposições, mas também de educação e negócios para o meio artístico.

A proposta vencedora adicionou, segundo os autores, elementos naturais e flexibilidade, com espaços verdes que dão qualidade aos equipamentos históricos. O programa prevê 9.000 m2 que inclui também um grande auditório.

A cobertura do edifício, segundo os arquitetos, é proposta como uma extensão dos espaços verdes, como uma espécie de ‘tapete’ sobre o novo edifício. O projeto deve incluir ainda uma série de iniciativas relacionadas à eficiência energética, relacionada à iluminação e ao sistema de ventilação.

 Fonte – Retirada do site ConcursosdeProjeto.Org em 26 e junho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2009/11/15/centro-cultural-aarhus-dinamarca/

“Em 2007 a cidade de Boucherville, no Québec, realizou um concurso para o projeto de ampliação da biblioteca Montarville – Boucher-De la Bruère. O vencedor do concurso foi o escritório Briere, Gilbert + Associes, de Montréal.

A biblioteca é situada no centro urbano de Boucherville, uma pequena cidade com 40.000 habitantes, situada às margens do Rio St.Laurent, a leste da Ilha de Montréal. O projeto inclui uma expansão de 1470 m2 (programa distribuído em três pavimentos), além de renovações no edifício original (1700m2). O novo programa incluiu um átrio, novo ‘hall’ de acesso, novos espaços para a biblioteca, áreas de balcões de empréstimo, além da completa reorganização das coleções.

Segundo os autores, “a conexão visceral do lugar com uma área de floresta às margens de um parque natural foi um estímulo para o enfoque conceitual do projeto e para o desenvolvimento da idéia”. Em oposição ao edifício original, cuja geometria introvertida faz pouca relação com o ambiente social e natural em sua volta, os arquitetos procuraram apresentar um projeto aberto, livre de barreiras, ao entender que estes princípios estavam diretamente relacionados à função de um centro dedicado à descoberta e à abertura ao conhecimento e ao mundo.

Inspirados na lógica formal do edifício existente (quadro elementos de forma quadrada em torno de um pátio central), o projeto de expansão procura se abrir para a reserva natural que existe em volta, estabelecendo novas conexões entre o edifício e o entorno. Nesse sentido, os dois elementos que se articulam à paisagem e tornam clara essa integração são espaços revestidos em madeira e abertos para a natureza e grandes espaços de circulação, que se apresentam como caminhos em toda a área do projeto.

Buscando tirar vantagem da topografia do lugar e da proximidade das árvores, uma grande parede de vidro permite relação direta entre o espaço interior e a mata existente. Como consequência, os usuários (crianças, adolescentes, adultos e idosos) se beneficiam pela relação diferenciada com a vegetação, as folhagens, a calma, o silêncio e a renovação da natureza. Os acessos propostos procuram se adaptar aos caminhos existentes no terreno e seguem o contorno da topografia, levando os visitantes à entrada principal. O edifício também procura explorar ao máximo o benefício da luz solar, com a exposição do edifício em direção ao sul.

Desenvolvimento Sustentável

“Madeira – um símbolo de nossa história e nossa cultura”

Segundo os autores, procurando refletir a vocação educacional da instituição, o uso da madeira na nova biblioteca, os espaços amplos com grandes perspectivas para a natureza e o sistema de aquecimento geotérmico são elementos que simbolizam o respeito ao meio ambiente e o orgulho pela cultura local. Além de reduzir custos, o uso da madeira (cedro natural, sem tratamento) permite uma transição suave entre a natureza e o edifício existente.

Ficha Técnica

Arquitetos: Briere, Gilbert + Associes 

Local: Boucherville, Québec, Canada

Responsável pelo projeto: Martin Briere

Área existente: 1.700 m2

Área de expansão: 1.470 m2

Orçamento: U$ 3.4 milhões

Ano do projeto: 2009

Fotografia: Christian Perreault

Fonte – Retirada do site ConcursosdeProjeto.Org em 26 e junho de 2011:

http://concursosdeprojeto.org/2010/04/18/biblioteca-montarville-quebec/

“Culture Forest” em Seul.

Publicado: 26 de junho de 2011 em Arquitetura e Urbanismo

“A “Culture Forest” é o próximo projecto da cidade de Seul que pretende devolver a harmonia da natureza às actividades lúdico-culturais. Toda a arquitectura do edifício foi pensada com esse objectivo. 

A floresta abre-nos o caminho para a natureza, unindo o ar, as árvores, a água, o vento e o solo. Lá, a natureza está ligada em harmonia: todos os elementos são parte de um todo. Foi com esta idéia de equilíbrio interior que o novo centro cultural e artístico de Seul, Coreia do Sul, foi idealizado. Planeado pelos arquitetos da Unsangdong (YoonGyoo Jang, ChangHoon Shin, SungMin Kim), o “Culture Forest” será um marco, quer pela inovação, quer pela intensa relação com a natureza.

Unsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin Kim

Abastecido de luz solar, o centro será preenchido por árvores, arbustos, bancos de jardim e lugares para relaxar enquanto se goza a panorâmica sobre a cidade. Também o teto do edifício terá uma atenção especial: um pátio ao ar livre rodeado de árvores e coberto por painéis solares para o abastecimento de energia.

Unsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin Kim

Unsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin Kim

Dentro de portas, o maior ponto de interesse é o Flying Theater, um auditório cor de vinho com formas geométricas que melhoram a acústica do espaço. As escadarias que rodeiam o edifício ligam todos os pisos numa longa estrada cultural observável também do exterior, e que dá uma ideia de conectividade e harmonia. Além de espaço para concertos, o centro vai oferecer uma biblioteca, salas de debate, uma área para crianças e uma programação que promove estilos de vida ecológicos e saudáveis.

O “Culture Forest” pretende reunir actividades artísticas, lúdicas e culturas num espaço propício à comunicação, aprendizagem e descontração.”

Unsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin KimUnsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin KimUnsangdong Culture Forest YoonGyoo Jang ChangHoon Shin SungMin Kim

Fonte – Reportagem retirada do site Obvious em 25 de junho de 2011: http://obviousmag.org/archives/2010/12/arquitetura_moderna_-_floresta_cultural.html#ixzz1QLG2XwQh

Foto: André Godoy

Foto: André Godoy

 Foto: André Godoy

Foto: Divulgação

“Bichinhos de pelúcia por todas as prateleiras, papel de parede fofinho e brinquedos do Kinder Ovo na estante podem ter sido ótimos para a decoração do quarto quando você tinha seus oito anos. Mas chega uma hora em que todo mundo cresce, olha para aquele velho quarto infantil e não se identifica com mais nada ali dentro.

O quarto é o espaço mais pessoal da casa e todo mundo quer ter um com a própria cara. Então, se o momento de dizer “este quarto não me pertence” chegou, use a criatividade para adaptá-lo. Um projeto de decoração incrível e inovador pode estar um pouco distante da sua realidade financeira – vulgo mesada – mas existem soluções mais baratas para a decoração do ambiente, e que só dependem de você para serem colocadas em prática. 

Adesivos de parede

Nesse quarto temático sobre futebol, as arquitetas Paula Ferraz e Éllen Cavalcante, da Cavalcante Ferraz Arquitetura, escolheran adesivos com palavras que têm tudo a ver com o universo futebolístico para preencher a parede branca. A dica é versátil: existem adesivos com ilustrações femininas e delicadas, rock ‘n’ roll, pop, e com frases e palavras soltas. É só garimpar ou encomendar. “Com adesivos, você personaliza e dá tema ao quarto de uma forma mais barata”, diz Paula. Por cerca de R$100 é possível comprar os modelos maiores, de um metro de altura. Os adesivos pequenos chegam a custar R$15. 

Decoração 3D

Que tal olhar para cima e ver uma bola de futebol caindo do teto, ou então observar as nuvens no céu? Para conseguir esse efeito, basta procurar por adesivos como os de parede, só que com três dimensões. Tanto nesse caso quanto nos adesivos de parede, vale colar quantos quiser, desde que haja harmonia. “O ideal é manter a mesma linguagem. Por exemplo, se você escolhe um adesivo de árvore, pode complementar com adesivos de pássaros”, explica a designer de interiores Iara Kílaris.

Quadros

Para o quarto de uma garota que ama rock, Paula escolheu imagens relacionadas ao tema e emoldurou. “A dona do quarto pode mudar as imagens quando quiser”, explica a arquiteta. Cansou de um quarto roqueiro? Tente substituir as ilustrações por outras relacionadas a temas diferentes, como natureza (vale até flores secas emolduradas), bichos de estimação, vampiros… Uma moldura de pôster custa, em média, R$70.

Tijolinhos

Uma maneira inusitada de aproveitar uma parede, ou parte dela, é colocando tijolos. “Esses blocos estofados são peças de espuma forradas com tecido”, diz Paula. Para fixar na parede, a dica é usar velcro dupla face. Assim, você pode mudá-los de posição quantas vezes quiser.

Objetos Pessoais

Pense no que você mais gosta de fazer, escolha objetos que ilustrem isso e coloque-os nas paredes. O quarto acima é de um jovem guitarrista, e todos os instrumentos já eram dele. Mas você pode adaptar a ideia. “Pode colocar fotos, por exemplo. Ou, se gosta de ballet, pode colocar sapatilhas em uma caixa de laca”, sugere Iara. Se preferir moda, coloque croquis nas paredes, ou se ama flores, pequenos vasos coloridos podem ser uma boa ideia.”

Fonte: Reportagem retirada do site IG em 02 de junho de 2011:

http://jovem.ig.com.br/oscuecas/noticia/2011/06/02/um+quarto+com+a+sua+cara+10432363.html